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Em MS, Covid-19 matou mais crianças que as outras doenças com vacina em 7 anos

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Ainda que não representem o principal grupo de risco da Covid-19, crianças ou bebês com menos de 10 anos morreram mais pelo coronavírus, desde o início da pandemia, do que todas as mortes que poderiam ter chance de redução por conta de vacinas, em período de sete anos.

A pasta federal classifica como sendo “doenças reduzíveis pela ação de vacinas” a tuberculose, tétano, difteria, coqueluche, rubéola, hepatite aguda B, caxumba, meningite e outras doenças virais congênitas.

Análise feita pelo Campo Grande News, com base em dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde), verificou que, nesta faixa etária, foram registrados pelo menos 14 óbitos entre os anos de 2020 e 2021. Já no intervalo entre 2019 e 2013, foram 13 vítimas das doenças catalogadas pelo Ministério da Saúde enquanto “reduzíveis pela imunização”.

Apenas em 2012, duas pessoas deste grupo foram a óbito por conta de tais enfermidades, como indicam os registros do SUS (Sistema Único de Saúde), consultados pela reportagem.

Nenhuma vacina, no mundo, tem capacidade de prevenir totalmente uma doença. A taxa de eficácia de cada uma varia e também depende de uma série de fatores, incluindo o organismo de quem a recebe. Vale lembrar que nem todos os indivíduos foram contemplados, ainda que sejam fornecidas gratuitamente por meio do SUS, por diversos motivos, tais como a falta de acesso à saúde ou a não adesão por parte da população.

Números da pandemia – Por conta da queda nos sistemas do Ministério da Saúde, dados epidemiológicos estão defasados, nas últimas semanas. Conforme a última atualização, de 10 de dezembro, mais de 379 mil sul-mato-grossenses tiveram coronavírus, dos quais 9.706 morreram.

Entre menores de 18 anos crianças, havia 34.545 casos confirmados e 18 mortes. Recentemente, foi ampliado, na bula, o público apto a se vacinar com imunizantes da Pfizer, única permitida a crianças de 12 a 17 anos, até agora.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou que poderiam ser usados os imunizantes em quem tem entre cinco a 11 anos. Somente nesta faixa etária, foram 10.267 casos e sete mortes. Contudo, vale destacar que o Ministério da Saúde não comprou tais antígenos a esse grupamento e, portanto, a imunização segue sem data precisa de ter início.

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