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Fotógrafo registra a Via Láctea sobre cadeias de montanhas da Serra do Amolar no Pantanal de MS

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O fotógrafo e professor de fotografia, Marcello Cavalcanti, publicou nas redes sociais nesta segunda-feira (18) o registro de um “céu estelar”, na região da Serra do Amolar, uma das áreas mais isoladas do Pantanal sul-mato-grossense. De acordo com o profissional, a imagem desse céu “limpo”, em que é possível ver a Via Láctea com clareza sobre cadeias de montanhas, foi feita durante expedição realizada em agosto, quando esteve na região para gravar uma série em vídeo sobre fotografia no Pantanal. 

“Como fotografo de paisagens, sou fanático pelo céu noturno e, sempre que vou a um local isolado das grandes cidades, aproveito para fazer as minhas astrofotografias. Na Serra do Amolar não foi diferente. Como a região é bem isolada de tudo, foi possível ver e fotografar um dos melhores céus da minha vida! A época seca também favorece a esse tipo de foto. Pude visualizar a Via Láctea perfeita no céu, milhares de estrelas, planetas, constelações…”, contou Marcello Cavalcanti ao g1. 

Marcello está no ramo há 20 anos e registra paisagens há sete. Já passou por locais como Patagônia, Canadá, Noruega e Colômbia. E, de acordo com o profissional, na ocasião do registro da Via Láctea sobre cadeias de montanhas pantaneiras, não havia nenhuma queimada em curso, o que possibilitou a chegada à região e os registros fotográficos.

“Estive lá em agosto e felizmente não presenciei queimadas em curso. Na Serra do Amolar vi regiões inteiras queimadas, com a flora tentando se recuperar ao redor, uma cena triste, mas, ao mesmo tempo, deu para ver a força da natureza, como o Pantanal é resiliente. Vi a cena de um ninho de Tuiuiú em uma árvore queimada que meu essa dimensão de como é possível ainda recuperar tudo que foi perdido”, comentou. 

Para estar no Pico da Serra do Amolar, Marcello revela que foi até Porto Jofre, “uma descida de 4 horas pelo Rio São Lourenço”. De lá, conseguiu um barco no Pantanal e um piloteiro para chegar ao ponto exato de visualização. Em um dos vídeos que fez no Pantanal, publicado em seu canal no YouTube, “Por Trás da Foto”, ele mostra os bastidores da viagem. 

“A região da Serra do Amolar está em desenvolvimento turístico ainda, recebe poucas pessoas ate pela falta de infraestrutura, mas há um projeto em andamento muito bacana nesse sentido, liderado pela equipe do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP) localizada em Corumbá. Para visitar a Serra do Amolar hoje, acho que eles são o melhor caminho”, indica.

Para fotógrafos, amantes da fotografia ou curiosos, ele conta quais equipamentos utilizou para fazer o registro da Via Láctea no “céu estelar” pantaneiro. 

“O equipamento básico utilizado foi uma câmera, lentes 100-400mm, 16-35mm, 25-70mm. Tripé e filtros de vidro de fotografia”.

(Foto: Marcello Cavalcanti/Arquivo Pessoal)

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