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Durante 10 anos, adolescente era estuprada por padrinho até em sindicato de professores

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Jovem, de 18 anos, decidiu revelar, em dezembro do ano passado, ser vítima de violência sexual por parte do padrinho, de 55 anos. Dentre os locais usados pelo estuprador para violentá-la está o rancho que pertence ao professor, em Aquidauana, e até a sede do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores da Educação) do município, do qual o acusado sempre foi integrante e, até o caso vir à tona, era secretário de Finanças.

Consta na denúncia contra o educador, que os abusos contra afilhada começaram quando ela tinha 8 anos. Aos 12, ela passou a ser estuprada.

Muito próximo da família da vítima, o homem tinha carta branca para buscar a adolescente em casa para “lanchar”, mas na verdade, a levava à sede do sindicato dos professores, onde a estuprava. Em outras ocasiões, ao longo dos 10 anos, o abusador a abordou na saída da escola. A jovem se recorda que o rancho para onde o padrinho a levava tinha câmeras de segurança e ele sabia exatamente como desviar dos equipamentos para não ser filmado no local com a menina.

O professor ameaçava “acabar com ela” para mantê-la calada e a “recompensava” com R$ 20 sempre que a estuprava. A jovem relatou ainda que por várias vezes precisou tomar pílulas do dia seguinte compradas pelo denunciado.

O último estupro, revelou a vítima, conforme o autos aos quais o Campo Grande News teve acesso, aconteceu em agosto do ano passado. A jovem chegou a achar que havia engravidado, mas fez exame que descartou a possibilidade.

A vítima achou que havia “se livrado” do abusador quando se mudou para Campo Grande, mas foi procurada pelo padrinho e, muito nervosa, acabou contando tudo à amiga com quem dividia a casa na Capital. A revelação para a família só aconteceu em dezembro do ano passado. Surpreendida pelo estuprador durante visita à Aquidauana, a jovem novamente ficou abalada e a amiga contou o segredo à mãe da vítima.

A jovem ainda luta contra graves sequelas psicológicas, também consta na denúncia. Em razão dos abusos sexuais sofridos, a vítima apresentou ao longo dos 10 anos depressão, chegou a automutilar-se e tentar suicídio.

A investigação, conduzida pela delegada Joilce Ramos, que era titular da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Aquidauana, constatou ainda que a irmã da jovem também era alvo do professor desde os 14 anos.

Em janeiro, o pedido de prisão preventiva (por tempo indeterminado) foi feito pela delegada após “a reunião de várias provas dos crimes de estupro vulnerável”. As principais evidências são o relatório de atendimento psicológico das vítimas e laudo de exame de conjunção carnal, conforme declarou a Joilce ao site O Pantaneiro à época.

Na cadeia desde 22 daquele mês, o professor tentou habeas corpus, mas o pedido de liberdade foi negado neste mês, conforme divulgado no Diário Oficial da Justiça desta terça-feira (27).

(Com informações do Campo Grande News)

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