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MS bate recorde do número de mortes e de internações e passa da média de mil casos novos de Covid-19 por dia

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Mato Grosso do Sul confirmou 42 mortes e 921 pessoas hospitalizadas por Covid-19. São os maiores números desde o começo da pandemia. O estado totalizou nesta quarta-feira (17) 3.709 óbitos e 402 pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTIs), segundo a secretaria estadual de Saúde (SES). 

Campo Grande se mantém como a cidade com o maior número de mortes, 14, seguido por Corumbá, com 4; Dourados e Naviraí, com 3 e Costa Rica e Novo Horizonte do Sul e Paranaíba, com 2. Outros 12 municípios registraram um óbito cada: Água Clara, Angélica, Aquidauana, Cassilândia, Chapadão do Sul, Itaquirai, Ladário, Maracaju, Ponta Porã, Rio Verde de Mato Grosso Sidrolândia e Três Lagoas. 

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, disse que outra notícia triste nesta quarta é a da quantidade de novos casos confirmados, 1.447, o que elevou média móvel dos últimos 7 dias para 1.021. Com isso, o estado chegou a 197.541 infectados com o novo coronavírus. 

Sobre a ocupação de leitos, o secretário comentou que o estado está com quase 100% de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19. Em relação aos leitos públicos, apontou que no Hospital Regional, em Campo Grande, uma unidade cardíaca com 10 leitos foi transformada para receber os pacientes com a doença e que a unidade tem 21 pessoas intubadas, recebendo tratamento improvisado em ala vermelha.

Ele disse que hospitais privados e filantrópicos divulgaram carta afirmando que estão com 100% de taxa de ocupação e que apesar dos esforços para abrir novos leitos de UTI, como os 10 de Ponta Porã, já ativados, e 10 em Três Lagoas, que vão entrar em operação nesta quinta, que o estado está com quase 100% dos leitos ocupados. 

Resende afirmou que a pandemia é a “pior tragédia sanitária e hospitalar da história do Brasil e que tem uma repetição muito grande em Mato Grosso do Sul” e que no estado o crescimento da doença é resultado do desrespeito às regras de biossegurança, as aglomerações, festas clandestinas e intensa mobilidade social. “Estamos colhendo o que plantamos”, avaliou.

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